Biólogas de Salto

22.5.05

Soneto de Camões

O amor é fogo que arde sem se ver
É ferida que doe e não se sente
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer

É um querer mais que bem querer
É solitário andar por entre a gente
É nunca contentar-se de contente
É cuidar que se ganha em se perder

É um estar preso por vontade
É servir quem vence o vencedor
É Ter com quem nos mata lealdade

Mas como causar pode o seu favor
Nos mortais corações conformidade
Sendo assim tão contrário o mesmo amor?

Alguém duvida de que ele entendia e muito de AMOR?
Sem mais...

2 Comments:

At 22:50, Blogger Perséfone said...

Lindo demais!
Minhas Deusas preferidas precisamos nos livrar dessa urucubaca que se instalou no Olimpo!

 
At 22:56, Anonymous Anônimo said...

Ai queridas Deusas...fazer o que né?

 

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